LAPan – Laboratório de Arqueologia do Pantanal

SEJAM BEM-VINDOS AO LABORATÓRIO DE ARQUEOLOGIA DO PANTANAL (LAPan)!

CONHEÇA A NOSSA HISTÓRIA!

O LAPan começou suas atividades em novembro de 1996, no Campus do Pantanal (CPAN) pelo Prof. Dr. José Luís S. Peixoto, em razão da implementação da bolsa de Desenvolvimento Científico Regional/CNPq. Ao longo de vários anos, não havia um local específico para realizar as análises do material arqueológico, provenientes dos sítios arqueológicos da região. Assim, previamente foi utilizado periodicamente os laboratórios de Geologia, de Química e de Ecologia, do Curso de Biologia. Após 5 anos da contratação efetiva do Prof. Peixoto, em 05 de fevereiro de 2007, foi possível determinar um espaço permanente para instalar o laboratório, no “Espaço Multiuso” da Unidade I/CPAN. Posteriormente, a sede definitiva foi estabelecida, em 09 de setembro de 2013, na Unidade III, nas salas C10, C11, C12 e C17, situado na Rua Domingos Sahib, nº 99, no Porto Geral de Corumbá.

Ao longo dos anos, o LAPan foi se consolidando como um espaço fundamental para a realização de pesquisa básica e na formação dos acadêmicos do curso de História, nas disciplinas de Arqueologia e Prática de Laboratório em Arqueologia. O laboratório possibilita desenvolver atividades técnicas e científicas, num espaço adequado para triagem e higienização do material arqueológico, assim como realizar as análises de material cerâmico, lítico, arqueofaunístico, etno-histórico e de arte rupestre. Os equipamentos e os móveis pertencentes ao LAPan foram adquiridos por meio dos projetos de pesquisa financiados pelo CNPq e Fundect e, eventualmente, pela UFMS.

Desde a sua fundação até abril de 2020, o LAPan estava sob a coordenação do Prof. Peixoto, com  investigações sobre os primeiros habitantes que ocuparam a planície pantaneira, entre 5.500 anos A.P. até os primeiros anos da colonização europeia. Associado às investigações são realizadas pesquisas etno-históricas sobre os grupos indígenas que ocuparam o Pantanal e a Chiquitania/Bolívia, entre os séculos XVI e XIX, sob a coordenação da Prof. Dra. Ariane Aparecida Carvalho de Arruda, entre os anos de 2012 e 2019. Após três anos de interrupção, em razão da COVID-19 e da aposentadoria do Prof. Peixoto, o LAPan iniciou suas atividades em fevereiro/2023, sob a coordenação da Profa. Dra. Luana Cristina da Silva Campos.

O acesso ao LAPan é restrito aos acadêmicos, aos professores da UFMS e aos pesquisadores em geral, disponibilizando coleções de referências de cerâmica e de fauna pantaneira, bem como uma biblioteca com livros e artigos impressos, que auxilia o corpo docente e discente em suas pesquisas.

Com a finalidade de apoiar às pesquisas de arqueofauna, há uma coleção de referência osteológica e malacológica, iniciada em 1997, que está em formação até os dias atuais. Atualmente, a coleção contém 115 indivíduos entre peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, além de uma coleção de 44 indivíduos de gastrópodes e de bivalves. Todos os animais foram identificados por pesquisadores da UFMS, da Embrapa Pantanal e da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.

A partir de exemplares de remanescentes faunísticos provenientes dos sítios arqueológicos estabelecidos na planície pantaneira, denominados pela Arqueologia de Aterros, foram selecionados elementos anatômicos mais recorrentes para compor a coleção de referência da Arqueofauna do Pantanal.

Também, há uma coleção de referência do material cerâmico, que auxilia na identificação e proporciona uma visão panorâmica das cerâmicas produzidas pelos grupos indígenas pré-coloniais da borda oeste do Pantanal Sul-mato-grossense. Para tanto, foram selecionadas amostras de fragmentos cerâmicos pertencentes à Tradição Pantanal (Fase Pantanal, Fase Jacadigo e Fase Castelo) e à Tradição Tupiguarani. Para cada fragmento cerâmico foi determinado os seguintes atributos: identificação dos aditivos utilizados no matérias argiloso; cores da superfície/núcleo dos fragmentos; espessura dos fragmentos; tamanho; reconstituições gráficas das vasilhas; e  tratamentos de superfície e/ou decorações.

As coleções de referência são ferramentas importantes para as análises dos vestígios materiais deixados pelos grupos originários, que possuíam distintas formas de produzir sua cultura material, produzindo diferentes vestígios cerâmicos que, juntos com os remanescentes faunísticos, auxiliam na identificação dos grupos étnicos que ocuparam à planície pantaneira e os planaltos residuais.

Ainda no LAPan são ministrados a disciplina de Prática de Laboratório em Arqueologia, cursos de extensão de Arte Rupestre e de Paleografia e visita técnica para os estudantes do ensino fundamental e médio.

CONHEÇA UM POUCO DO NOSSO LABORATÓRIO

Estudantes no Laboratório C10.

Visitação técnica ao Laboratório C10.

Acervo de fíbulas, fêmures, tíbias, etc.

Acervo de ossos de peixes.