Nesta quarta-feira, dia 3 de fevereiro, o livro “Língua, literatura e identidades culturais da fronteira Brasil Bolívia” será lançado online
O livro visa estreitar um pouco mais as relações entre o Brasil e a Bolívia, países atados especialmente pela cultura, o principal objeto que sustenta a pesquisa da qual a obra resulta. “Trata-se de um material singular que apresenta nossas primeiras discussões sobre a integração fronteiriça, por meio do estudo das identidades culturais e linguísticas que sustentam nossa história e a nossa cultura literária, tendo como palco os aspectos da literacia dos autores brasileiros Lobivar Matos, Manoel de Barros, Augusto César Proença, que descrevem o espaço fronteiriço Brasil – Bolívia utilizando as obras ‘Sarobá’, ‘Areôtorare’, ‘Raízes do Pantanal’, dentre outras; e dos autores bolivianos Alcides Arguedas e Augusto Céspedes, com suas obras ‘Pueblo Enfermo’, ‘Raza de Bronce’ e ‘Sangre de Mestizos’, contribuindo para definir a integração fronteiriça natural e singular, seja em seu perfil linguístico e social, seja pela questão da identidade cultural e étnica da nossa fronteira”, explicou Rosangela Villa da Silva.
As autoras analisaram fenômenos decorrentes dos contatos sociais culturais e linguísticos nesta zona fronteiriça e, utilizando um conceito da antropologia sobre cultura, analisaram a diversidade linguística na fronteira, vista como patrimônio cultural. “Apresentamos nesta obra a singularidade presente no contato linguístico, social e cultural de bolivianos, brasileiros e outras nacionalidades também presentes nesta fronteira, a partir das hibridações étnicas, culturais e sociais, resultantes da construção da identidade de fronteira dos próprios sujeitos fronteiriços. A intenção foi pensarmos a cultura local, por meio da própria literatura fronteiriça, analisando expressões de nacionalismo, hibridismo e da própria identidade do sujeito nativo, ressaltando questões referentes a ‘conflito e harmonia’, ‘contatos, trocas e interações’ e outros ‘fatores extralinguísticos’ que influenciam nas atitudes linguísticas e na heterogeneidade cultural local”, afirmou.
